Perdoar é Divino


Errar é humano, isso todo mundo sabe, contudo perdoar é divino. Parece aquelas frases que a gente encontra em para-choque de caminhão. Errar faz parte do processo da evolução humana, o que nos leva a crer que não é crime nenhum errar de vez enquanto. Entretanto, insisti ou continuar cometendo os mesmos erros, e não mudar as atitudes, merece profunda reflexão. Cometi é cometo sempre vários erros e sei como é difícil admitir que se está errado.

Assistindo ao final da novela "Amor a vida", não há como deixar de admirar o seu desfecho, apesar do dito 'beijo gay' ganhar mais repercussão que a cena final, que reportou-se ao perdão entre pai e filho.

Perdão sim, pois durante toda a novela o César não sentia remorso algum ao desprezar o filho Felix, que, no inicio, mostrava ter uma inveja pela imã e uma ganância de conquistar o poder no hospital da família. Ao longo da novela o autor mostrou que o desequilíbrio emocional do personagem Felix era fruto do desajuste familiar. E depois de ser expulso de casa pela mãe e ter o pai fechado as portas no mundo dos negócios,  vendendo cachorro-quente na Rua 25 de Março foi absolvido pelo público e teve sua redenção. Ao lado da ex-chacrete Márcia - não obstante espalhafatosa - Felix descobriu o que é afeto familiar, pois está lhe falava verdades nos momentos apropriados e sabia, como ninguém, dar-lhes ouvidos.

Começou, então, as confissões das crueldades que o Felix fez ao longo da novela. Alguns demoraram a perdoá-lo (irmã Paloma), outros viram que suas tramoias levaram-nos as coisas boas (caso de Atílio). Mas todos ficaram surpresos com as atitudes dele com o pai - homofóbico - que não o aceitava sendo gay. Todavia, diante da saúde debilitada do pai, Felix não negou cuidar do mesmo. Creio que nenhuma novela teve um final tão lindo! Chorei, e tenho certeza que muitos choraram diante do "eu te amo filho".


Enfim, o que significou a simplicidade – polêmica - de um beijo gay, perante a grandiosidade do Amor, sem limites, entre pai e filho.
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