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Cantinho da Li


O espaço sempre foi protagonista nos momentos em que a humanidade se junta para assistir à história sendo escrita. Desde os nossos ancestrais ao fim da era glacial, passando pelos navegadores que cruzavam oceanos guiados pelas constelações, até a corrida espacial, o céu sempre foi o nosso mapa. Com a nave Sputnik em 1957 o homem entrou na órbita terrestre e, em julho de 1969, na missão Apollo 11, o homem pisou pela primeira vez na lua, e agora depois de 57 anos com a missão Artemis II, o homem chega à maior distância que outro ser humano ficou longe do planeta Terra.

Foto: Arte do Site Metrópoles

Estou prestes a completar meio século e percebo que faço parte de uma geração que viveu a mudança da tecnologia. De uma época em que aparelho de televisão e telefone eram itens de luxo. Quando a tecnologia avançou, vi o aparelho de TV passar para cores (sim, a primeira TV da minha família foi preto e branco), vi a explosão da modernidade. Na escola, quando aprendi sobre o Sistema Solar, Plutão ainda era um planeta — inclusive, brinco com minha filha que eu tinha mais planetas para decorar e incluir em maquetes do que ela.

Hoje, poder acompanhar momentos como a missão Artemis II desperta um sentimento semelhante ao que imagino que foi a euforia que as pessoas devem ter vivido em 1969, durante a chegada do homem à Lua.

Foto: Divulgação NASA
É curioso como o estudo da física, quando deixa de ser uma preocupação com notas (uma obrigação escolar) e se volta para a compreensão do mundo, se torna fascinante. Surge uma vontade genuína de entender como o universo funciona, de mergulhar nas teorias que a ciência hoje busca tornar acessíveis. Confesso que sou suspeita para falar: meu interesse por temas como buracos de minhoca e pontes de Einstein-Rosen me aproximou ainda mais desse universo e até influenciou meu gosto por séries como Dark, The Umbrella Academy e Stranger Things. Antes delas, The Big Bang Theory já havia mostrado que a ciência também pode ser leve e divertida.

Muitas pessoas talvez não deem a devida importância à missão Artemis, mas vale lembrar das grandes navegações do século XIV, quando cruzar oceanos parecia impossível. Assim como naquela época, estamos novamente diante de um novo horizonte, e talvez descubramos coisas que nem imaginamos.


Vale a pena Assisti:

The Umbrella Academy: Foca em uma família disfuncional de super-heróis, viagens no tempo e paradoxos que ameaçam o destino do mundo. (NETFILX)

Stranger Things: Foca em dimensões paralelas, experimentos científicos secretos e fenômenos sobrenaturais ligados ao Mundo Invertido. (NETFILX)

Dark: Foca em buracos de minhoca e na ponte de Einstein-Rosen, viagem no tempo. (NETFILX)

The Big Bang Theory: Citada como a precursora em trazer a ciência de forma divertida para o grande público. (HBO MAX)

Black Mirror: Foca nos impactos da tecnologia e em conceitos científicos levados ao extremo, explorando realidades alternativas e futuros distópicos. (NETFLIX)

Fringe: Foca em universos paralelos, experimentos científicos e fenômenos inexplicáveis investigados por uma divisão secreta. (PRIME VIDEO)

Rick and Morty: Foca em viagens interdimensionais, física teórica e humor ácido, trazendo ciência de forma caótica e divertida. (HBO MAX)

Lost: Foca em mistérios complexos, viagens no tempo e elementos científicos e filosóficos em uma ilha enigmática. (DISNEY +) 

The OA: Foca em dimensões alternativas, experiências científicas e questões existenciais sobre vida, morte e consciência. (NETFLIX)

Young Sheldon: Foca no início da vida de um jovem gênio, trazendo ciência de forma leve e divertida, semelhante ao estilo de The Big Bang Theory. (HBO MAX)



 


 

A notícia que ninguém queria ouvir: Sílvio Santos, um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira, faleceu neste sábado, aos 93 anos. Sua trajetória na TV foi marcada pela habilidade única de se conectar com o público.

Sílvio Santos faz parte da minha infância. Na década de 80, o domingo começava com "Domingo no Parque" e seguia com minha mãe monopolizando a única TV da casa. Passávamos o dia inteiro ouvindo seus bordões, suas músicas e a famosa risada. Lembro-me de assistir ao programa "Qual é a Música?" e tentar adivinhar as músicas junto com meus irmãos, assim como os artistas convidados por Sílvio.




Domingo era dia de macarrão, galinha cozida e Sílvio Santos na TV. A maioria dos brasileiros tem uma memoria afetiva com o Homem do Baú, como também era conhecido. Sua imagem lançando aviões e o icônico bordão "Quem quer dinheiro?" marcou. Os domingos na minha casa eram sempre preenchidos com sua presença na TV, com uma programação variada que começava com "Domingo no Parque" e seguia até o "Show de Calouros" e seus jurados excêntricos. Era um ciclo de entretenimento contínuo que fazia parte do ritual de domingo.

O legado de Sílvio Santos vai muito além dos prêmios distribuídos na TV em programas. Parte da nossa cultura nos últimos 70 anos, veio através dele. Foi através do SBT que desenvolvi meu gosto por assistir séries. Com sua programação diversificada, deixou uma marca em várias gerações, especialmente ao exibir uma ampla gama de seriados em diferentes horários durante a semana.

Tal Mãe tal Filha, The O.C., Três é demais, Smallvile, Um Maluco no Pedaço, Punky: A Levada da Breca, Eu, A Patroa e As Crianças e, principalmente, Chaves e Chapolin, foram apenas algumas das dezenas de séries que se popularizaram no país graças ao canal aberto. Não esquecendo das novelas mexicanas. Para finalizar , cito aqui a Casa dos Artistas, melhor programa de reality show que o brasil já teve. Para encerrar, gostaria de mencionar a "Casa dos Artistas", que foi, sem dúvida, o melhor reality show que o Brasil já teve. Nos primeiros dias, o programa enfrentou a suspensão de sua exibição devido a uma liminar na Justiça, após acusações de plágio, e passou por diversas mudanças de regras enquanto ainda estava no ar. No entanto, rapidamente voltou à programação e marcou uma era, popularizando nomes que continuam a fazer parte do noticiário até hoje, como Supla, Bárbara Paz e Alexandre Frota. Aliás, Alexandre Frota, que inicialmente desistiu da competição, foi convencido por Sílvio Santos a retornar no dia seguinte, já imerso em informações externas.


Hoje é um dia de tristeza. Com a morte de Sílvio Santos, há uma sensação clara de que está se despedindo uma era que marcou profundamente nossas vidas. Os saudosos anos 80 e 90, que moldaram a nossa geração, estão se distanciando ainda mais.

Se pudesse voltar ao tempo e pegar carona no filme de Volta para o Futuro e poder imaginar como seria 2020; com certeza a nossa realidade atual não estaria nos meus pensamentos. La em 1980 e alguma coisa, sonhava andar nos carros e skates voadores, e a jaqueta do Marty. Porem,  a nossa realidade é dura, ela copiou justamente os filmes que nem sonhávamos tonar realidade, para quem gosta de filme, O contagio e Epidemia.

O monstro que nos assustar é o corona vírus, que já se espalhou por todo o mundo e já é classificado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma pandemia. Com a recomendação das autoridades para as pessoas permanecerem em casa e evitarem qualquer aglomeração .

E o filme Contagio, fala sobre um vírus misterioso que contamina uma cidadã norte-americana na China e, logo depois, passa a infectar não apenas os cidadãos chineses, mas também milhões de pessoas mundo afora, matando-as em 24 horas e transformando-se em uma epidemia global.

No dia 27 de março uma imagem traduz tudo isso que estamos vivendo, em mais um dia de recorde de mortes pelo COV-19 (919 mortes em 24 horas), o Papa Francisco, sozinho, conduz a benção “Urbi et Orbi” na Basílica de São Pedro, pelo fim da epidemia e pela cura. Com a praça completamente vazia, sob céu nublado com chuva e com o crucifixo da Igreja San Marcello al corso. Que, segundo o Vaticano, a última vez que isso aconteceu foi na grande peste negra em 1522.



URBI ET ORBI - 27/03/2020 ("Para a cidade [de Roma] e para o mundo ...



Papa | Blog do BG




Também, nesse último domingo de páscoa, dia 12/04 teve a live de pascoá de Andrea Bocceli no seu canal no youtube, direto da Catedral de Milão, também conhecida como Duomo di Milano, localizada em uma das regiões mais atingidas pela pandemia de coronavírus na Itália. Foi lindo, mas, ao mesmo tempo, triste. A imagem do tenor sozinho ao centro da Catedral, que recebe milhares de turistas diariamente, mas devido a pandemia de coronavírus, estava vazia.






Durante as canções, a transmissão mostrava imagens da própria Catedral de Milão e também cidades do norte da Itália, como Bergamo, Brescia e Veneza. Outras importantes cidades europeias, como Paris e Londres, também apareceram, completamente vazias.


Não sei o que o futuro nos espera, mas prefiro acreditar que a humanidade mude, com tudo isso que estamos vivendo;



A boneca mais conhecida do universo vai aliar-se à tecnologia e ligar-se à Internet. A Mattel estabeleceu uma parceria com a start up ToyTalk para lançar a Hello Barbie, uma versão com ligação wi-fi que vai ouvir as palavras das crianças e adaptar a sua linguagem às suas preferências.
A Hello Barbie foi apresentada no último fim-de-semana na New York Toy Fair, nos Estados Unidos. Além de um novo visual, a boneca utiliza uma plataforma de reconhecimento de discurso desenvolvida pela ToyTalk, que além de permitir uma conversação com a criança vai pôr a Barbie a contar histórias e piadas e ainda a jogar jogos interativos.
As crianças vão poder interagir com a Hello Barbie através de um microfone e uma coluna que estarão localizados num colar. A boneca tem baterias recarregáveis localizadas nas pernas, que permitem uma autonomia de cerca de uma hora.
A boneca ainda envia trechos com os melhores momentos da conversa por e-mail para os pais e pode ser personalizada com informações como o nome do animal de estimação da família. Criada uma base de dados com o que interessa ou não à criança, a ToyTalk consegue criar uma conversa adaptada às preferências desta. Aos pais, a empresa dá controlo sob as interações que o seu filho pode ter com a Barbie, estabelecendo, por exemplo, que tópicos de conversa não querem que a criança inicie com a boneca. Os pais podem ainda decidir o momento a partir do qual querem que os dados do mais novos sejam apagados da base de dados da ToyTalk.
A Barbie vai poder estar ligada à Internet através de uma aplicação móvel e assim que for feita a ligação a criança pode iniciar uma conversa com a boneca. As conversas ficam gravadas no sistema dos fabricantes, ainda não se sabe por quanto tempo-para aprimorar o software do brinquedo. Como o vocabulário e a gramática ainda estão em desenvolvimento nas crianças, o reconhecimento por voz é muito mais difícil.

A boneca deverá ser vendida por 74,99 dólares (perto de 66 euros). Não é ainda conhecida a data de chegada ao mercado.

Fonte: O Globo

O “universo” materno foi surpreendido, essa semana, com a notícia do recall das chupetas Lillo Funny Coleção Bichos Ortodôntica tamanho 2, código 670110, lote 13137, com data de fabricação do dia 17/05/13. O fato aconteceu após o INMETRO, no âmbito das ações do programa de verificação da conformidade, realizou ensaios de fervura e tração. Neles foi constatado que a chupeta pode ter suas partes separadas, gerando pequenas peças que podem ser engolidas, expondo a criança ao risco de engasgamento. A empresa Lillo do Brasil Indústria e Comércio de Produtos Infantis, comunicou, segunda (15), o recall de 6.432 unidades desse modelo de chupeta.



No último dia 15 o laboratório Teuto Brasileiro anunciou, também, o recall de cinco medicamentos, incluindo um lote do Paracetamol. A empresa assumiu a possibilidade de um objeto metálico, semelhante a um parafuso, ter sido encontrado no lugar do comprimido em uma das embalagens do analgésico – o problema que foi denunciado por um cliente ao Procon. Também serão recolhidos outros cinco medicamentos produzidos por esse laboratório, são eles: Cetoconazol, Amitriptilina, Paracetamol, Nistatina e Atrovastatina Cálcica.


Origem do RECALL:
O recall surgiu na década de 60 nos Estados Unidos, quando o advogado e jornalista Ralph Nader, ao descobrir que um determinado modelo de carro apresentava defeito de fabrica que o tornavam perigosamente instável, denunciou a empresa responsável e publicou o livro Unsafe at Any Speed (Inseguro a Qualquer Velocidade), no qual relatava os problemas do veículo e risco de segurança para os motoristas e passageiros.

Mas o que é RECALL?
Literalmente, quer dizer “chamar de volta” ou também conhecido como recolha de um produto. Na prática, isso significa a solicitação da devolução de um lote ou de uma linha de produtos feita por um fabricante que detectou problema – geralmente relativo à segurança do consumidor – no seu produto ou serviço. Nesse caso, a empresa deverá corrigir ou trocar o produto e em caso de danos financeiros e físicos deverá arcar com o pagamento dos mesmos.

Apesar de previsto no Código de Defesa do Consumidor (prevê que os fornecedores não podem colocar no mercado um produto que apresente riscos à saúde ou à segurança dos clientes), o recall no Brasil demorou a se disseminar como uma prática entre as empresas, ao contrário de países como os Estados Unidos e o Japão, onde a cultura do chamamento pegou mais rapidamente. Por aqui, os casos foram se tornando mais frequentes principalmente na indústria automotiva, mas também no setor alimentício, farmacêutico e de brinquedos. Em 1998, anticoncepcionais fabricados pelo laboratório Schering tiveram sua ineficácia comprovada após denúncias de mulheres que engravidaram mesmo tomando o remédio - que ficou conhecido como "pílula de farinha".

Sempre estaremos receoso ao tentar adquirir produtos de empresas que estão constantemente anunciando recall, mas o importante é estarmos sempre atentos aos produtos que adquirirmos e também aos nossos direitos, é bom termos em casa um exemplar do Código de Defesa do Consumidor. Os valores do prejuízo com a operação de recolhimento dos produtos ou de reparação da falha não costumam ser divulgados, mas não há dúvidas de que um recall pode puxar os lucros e a reputação da companhia para baixo. Por isso devemos ficar atentos aos nossos direitos.

Os canais de comunicação, e agora com o reforço das redes sociais, sempre estão anunciando os produtos e as empresas que estão fazendo recolhimento e verificação dos mesmos para que se possa tomar as devidas providências. Em caso de problemas, acione seus direitos e exija um produto que esteja totalmente compatível com aquilo que lhe foi oferecido.


A copa do mundo ainda não acabou, mas o sonho da seleção brasileira conquista o hexa em casa acabou. Venceu o melhor e ninguém há de questionar a superioridade do futebol alemão mostrado ontem em campo. Ainda assim, o mundo assistiu com perplexidade esta derrota, porque nem a Alemanha, no seu melhor otimismo, deve ter imaginado essa vitória histórica. Muitos dizem que esse jogo representou a competência alemã contra a malandragem brasileira, em achar que tudo se resolve no famoso jeitinho, com o tal do gingado.

Acreditava que seríamos campeões, e não achava que o psicológico dos jogadores estava tão fraco, o Brasil não estava preparado para tomar dois gols, tomaram e não sabiam mais o que fazer. Pois essa mesma Alemanha empatou com Gana e passou um sufoco contra a Argélia. Os jogadores da seleção brasileira se preocuparam mais com o marketing e esqueceram o futebol, um esporte coletivo, que onze jogadores buscam o melhor resultado no campo. Tenho saudade da emoção que foi a vitória do Brasil na copa de 1994, vibrei em cada jogo, porque ali não tinha em campo nenhum jogador individualista, que buscava aparecer mais que outro. Era bonito de ver Romário, Bebeto, Jorginho, Leonardo, Branco, Dunga, Taffarel e entre outros verdadeiros heróis do futebol. Dizem que aprendemos com os erros, mas as vezes não custa nada olhar os acertos que tivemos no passado. Que venha a copa da Rússia em 2018.

Crédito: www.retratonaparede.blogspot.com.br



"País da copa, não mais do futebol

A Seleção Brasileira experimentou seu dia mais humilhante, o mais triste ainda permanece sendo o da final da Copa de 1950. Ambas as datas conservam igual incredulidade.
Duvido que alguém tenha profetizado o resultado da semifinal de 7 a 1 para Alemanha. Nem o torcedor mais esquizofrênico de Berlim. Apesar do favoritismo germânico, o Brasil atuava em casa e com o apoio da torcida.
Se houve apagão de 3 a 0 na decisão da Copa de 98 para a França, o que aconteceu nesta terça-feira (8/7) foi a própria escuridão, com o Brasil levando quatro gols em seis minutos.
Depois do vexame lendário, fica combinado que na próxima Copa do Mundo nenhum jogador ou integrante da Comissão Técnica poderá fazer qualquer comercial durante o torneio. Será uma espécie de concentração espiritual, de retiro midiático, de cláusula de seriedade.
Os atletas defenderão apenas a seleção, e não marcas de refrigerante, xampu, produtos esportivos, operadoras de telefone.
Não existirá confusão e conflito de interesses, muito menos será criada a ilusão messiânica de que temos um grande time e que devemos acreditar no hexa.
Não haverá outro objetivo além de jogar futebol. Não haverá outra distração.
Chuteira serão chuteiras, luvas serão luvas, calções serão calções. Ninguém se mostrará indeciso entre a realidade e o merchandising,
Dedicaremos o tempo gasto em comerciais para treinar, fazer jogadas ensaiadas, estabelecer padrão de jogo e de esquema tático.
Trocaremos garotos-propaganda por um time entrosado, disciplinado, com toque de bola, objetividade e faro de vitória.
Porque hoje o Brasil é o país da Copa, não pode mais ser chamado de país do futebol." (Fabricio Carpinejar)

Chegamos ao fim da primeira fase da copa do mundo de futebol, evento organizado pela FIFA, na verdade sinto um pouco de constrangimento com a realização da copa no Brasil, pelo fato que o dinheiro gasto nos Estádios poderiam ser investidos em educação, saúde e segurança.

Mas enfim, a copa começou e para surpresa da imprensa internacional está sendo a verdadeira copa das copas. Esse sucesso não pela infraestrutura nossa de todo dia que continua precária, frente aos absurdos gastos naquilo que foi prometido como o tal legado, mas deve-se aos brasileiros que recebeu todos com muita emoção, alegria e paz.

Na televisão e nos jornais o assunto é a Copa e, assim, todas as demais manchetes perdem destaque em relação a essa grande festa do esporte. A mídia vincula as cores nacionais aos produtos comercializados, a fim de aumentar seus lucros. Durante o período em que se realizam os jogos da Copa do Mundo, a grande maioria dos brasileiros "para" para torcer bravamente pela seleção.

Muitos dizem que esse é um sentimento patriota. Não concordo com tal afirmação. O patriotismo não é um sentimento momentâneo, mas sim um estado permanente que vai aos poucos se consolidando e fazendo parte da realidade de um povo. O patriota não só se orgulha de sua pátria como também participa ativamente da vida de seu país. Mas tenho como exemplo de patriotismo os Nortes Americanos, ele usam as cores da bandeira para comemorar o dia da Independência do país, sentem orgulho por cada coisa que representa a história daquela nação. Assisto muito o programa Caçadores de Relíquias no Canal History, e fico fascinada com os exemplos de patriotismo daquele povo.

A cada quatro o país vivi e respira o futebol, e isso acontece há várias décadas. Todos se vestem com as cores da seleção, as escolas dispensam seus alunos, as empresas levam telões para acompanhar os jogos, todos parecem virar uma só grande família e é realmente tudo perfeito. Mas e depois que acaba a Copa? Tudo volta a ser como era antes. O país continua a ter uma desigualdade social enorme, os políticos corruptos continuam a roubar o povo, as imagens dos jogos são substituídas por notícias de violência ou de desmatamento da Amazônia. Não que o Brasil se resuma a isso, mas é que quando não se tem tantos jogos para serem transmitidos, as notícias surgem.

Diante da realidade brasileira onde ninguém veste a camisa verde e amarela para reivindicar um gol contra o analfabetismo, a corrupção ou contra a falta de estrutura nos hospitais. Está na hora de repensarmos a questão do “ser brasileiro”, torcer pela nação não é só balançar as bandeiras na hora do jogo, ou sair gritando: “sou brasileiro como muito orgulho, com muito amor”, mas sim ser o atacante, o zagueiro ou goleiro numa luta incessante pelo desenvolvimento e o progresso nacional.
Cinderela é lição de humildade e amadurecimento | Personare

Muito tempo antes de a revolução de costumes da segunda metade do século 20 tornar corriqueiros os arranjos familiares compostos por pais e filhos de diferentes casamentos, as fábulas infantis já haviam cristalizado a figura da madrasta como o arquétipo da vilã. A contaminação da linguagem é tamanha que, nos últimos anos, muitas mulheres verdadeiramente dedicadas a amar e ajudar a criar filhos de outras mães começaram a ser chamadas de "boadrastas" - como se o "ma" de "madrasta" não carregasse a mesma raiz da palavra "mãe" e sim um índice de caráter oculto.


Se forem confirmadas todas as hipóteses levantadas até agora no caso do menino Bernardo, porém, a enfermeira Graciele Ugolini pode orgulhar-se de ser pior do que as madrastas de fábulas infantis que deram má fama ao posto. No caso da madrasta de Cinderela, por exemplo, temos uma mulher falsa e insensível que tratou a enteada relativamente bem até o marido morrer. Quando ficou viúva, transformou a menina em empregada da casa e deixou bem claro que ela não seria criada com as mesmas regalias das filhas biológicas. Foi uma péssima madrasta, mas não uma criminosa.

Já para Branca de Neve coube o trágico destino de ser criada por uma mulher vaidosa, invejosa e cruel. Mas, ao contrário de Graciele, ela preferiu transferir para outra pessoa, um caçador, a tarefa de matar a enteada. Anos mais tarde, quando ela entrega a Branca de Neve uma maçã envenenada, surge disfarçada como uma velhinha - e não com o rosto que a princesa teria reconhecido como o da mulher que ocupara por algum tempo o lugar da própria mãe. Graciele também não teve essa preocupação.

O crime de Três Passos pode ter revelado uma madrasta pior do que as piores fantasias de adultos e crianças, mas é bom lembrar que no Brasil real ainda cabe aos homens o papel de vilão mais comum nas mais trágicas histórias infantis. Estatísticas nacionais e internacionais apontam o pai e padrasto como principais agressores, seguidos pelo avô e tio. Como no caso de Bernardo, pessoas do núcleo familiar, ou muito próximas, e que têm acesso privilegiado às crianças.

>> Leia todas as notícias sobre o caso Bernado

* texto publicado pela autora Claúdia Laitano no Jornal Zero Hora


Não tem como não comentar a fatalidade ocorrida no Rio Grande do Sul, mais um crime bárbaro chocou o país, um menino de 11 anos foi assassinato, e os principais suspeitos são o pai e a madrasta. Bernardo Uglione Boldrini desapareceu no dia 4 de abril, em Três Passos (RS), após dizer ao pai que passaria o fim de semana na casa de um amigo. O corpo do garoto foi encontrado no dia 14 de abril, em Frederico Westphalen (RS), dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico. Na mesma noite, o pai, o médico Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini, e a assistente social Edelvânia Wirganoviczo foram presos pela suspeita de envolvimento no crime.

 Sei que não é o primeiro caso desse tipo ocorrido no país, mas pai e mãe foram feitos para dar carinho e proteção aos filhos. Não tem como não se horrorizar e lembrar do Caso da menina Isabella. O que deixa-nos mais indignados é que o menino Bernardo procurou socorro junto às autoridades competentes (Ministério Público e Juizado da Infância). A justiça tem que modificar certos conceitos, ou seja, a forma de lidar com casos como esses e outros que também tiveram fins trágicos envolvendo crianças. A criança tem que ser ouvida e afastada imediatamente do convívio das pessoas que podem estar lhe causando problemas. Tantas pessoas alertaram, mas nada adiantou. O MP alegou que não encontrou vestígios de maus tratos físicos na criança, mas não atentou para os maus tratos psicológicos que a criança vinha sofrendo.  

Como pode uma cidade calar-se ao suplicio de uma criança por carinho!

É um caso emblemático? Sim no que diz respeito às frequentes violações aos direitos de crianças e adolescentes, como maus-tratos, agressões, abandono e negligência, que ocorrem, em grande número, e não só em famílias pobres. Sendo que em família pobres são mais denunciadas, talvez pela facilidade de os vizinhos terem acesso aos problemas dos outros, pelas formas de moradia, as pessoas são mais comunicativas nas regiões mais periféricas.  Agora, como aconteceu no caso de Bernardo, os vizinhos não tomam providencias, sabiam do abando do menino por parte do pai, mas preferiram ajudar de maneira paliativa, na tentativa de manter um certo status familiar. O menino chegou a dizer ao juiz à família que queria viver, mas a mesma preferiu não se indispor com pai, o renomado cirurgião da cidade.

Li várias matérias sobre caso e fiquei deprimida principalmente ao ler está aqui no site do Zero Hora, como pode existir pessoas frias e calculistas, desfazer da vida de uma criança sem dó. Sei que no Brasil todos são inocentes até que se provem o contrário, mas o pai de Bernardo se tornou culpado a partir do momento que passou a ignorá-lo, ser um pai omisso. Tenho dois filhos e por isso posso questionar como é possível um pai aceitar que um filho passe finais de semana na casa de vizinhos? Um pai que ama o filho jamais conseguiria ficar tranquilo se este houvesse desaparecido. Aliás, ele demorou dois dias para dar a queixa policial de desaparecimento Pobre do menino Bernardo, talvez hoje ele não esteja mais sofrendo e ficamos nós aqui tentando aprender com o mal pelo qual ele viveu.


CASOS COMPARADOS

Duas crianças, dois assassinatos e os mesmos suspeitos: o pai e a madrasta. É assim que começam as comparações entre a morte de Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, e Isabella Nardoni, 5 anos.



CASO ISABELLA

O episódio

- Em 29 de março de 2008, Isabella Oliveira Nardoni, cinco anos, foi asfixiada pela madrasta, Anna Jatobá, e jogada pelo pai, Alexandre Nardoni, do sexto andar do Edifício London, na zona norte de São Paulo, onde o casal residia com dois filhos pequenos. Isabella era fruto de um relacionamento anterior de Nardoni com Ana Oliveira. Eles se separaram quando Isabella tinha apenas 11 meses. Por acordo, Nardoni tinha direito a duas visitas por mês.

- Em março de 2010, o casal foi condenado por homicídio. Ele foi punido com 31 anos e um mês de reclusão, ela com 26 anos e oito meses. O juiz Maurício Fossen considerou que os réus usaram de meio cruel (esganaram a criança) para cometer o crime, impedindo a defesa da vítima. Além disso, a pena foi aumentada porque a vítima era criança e porque Nardoni matou sua própria filha. A dupla está no Complexo Prisional de Tremembé (SP).

As razões

A investigação do Ministério Público concluiu que Anna Jatobá tinha ciúme de Ana Oliveira, mãe de Isabella. Um dos relatos é de que Anna chegou a quebrar uma vidraça com as próprias mãos por causa da presença de Isabella, com quem disputava a atenção do marido.

Frieza

Nos primeiros dias após a morte de Isabella, chamou a atenção a postura de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá. Ambos não demonstravam em público o desespero característico de quem acabou de perder uma filha (no caso dele) ou uma enteada de quem gostasse muito (no caso dela). Ambos estavam tranquilos numa entrevista à TV.

CASO BERNARDO

O episódio

- Em 4 de abril, Bernardo Boldrini, 11 anos, desapareceu na cidade de Três Passos, no noroeste do Rio Grande do Sul. Alegando imaginar que o filho estava na casa de um amigo, o pai, o médico Leandro Boldrini, só buscou ajuda da polícia dois dias depois. A investigação policial aponta que o pai, a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini, e a amiga dela, a assistente social Edelvânia Wirganovicz tiveram participação no sumiço de Bernardo.

- O menino foi encontrado morto e enterrado 10 dias depois do desaparecimento no interior de Frederico Westphalen, município em que Edelvânia morava. Ainda não se sabe da participação exata de cada um na morte da criança, mas há indícios de que ele recebeu uma injeção letal aplicada pela madrasta, que é enfermeira, e que Edelvânia foi cúmplice da morte e da ocultação do corpo. Boldrini teria ajudado a omitir a participação das duas no desaparecimento do filho.

As razões
O casal demonstrava incômodo com a presença de Bernardo. O próprio menino disse ao MP que a madrasta implicava com ele. Outra possível motivação seria um acordo de bens feito na separação, não consumada, de Boldrini com a mãe de Bernardo. O acordo previa bens e pensão para ela e para o menino.

Frieza

Dez dias após o desaparecimento, o pai ligou para uma rádio para pedir ajuda nas buscas. Boldrini se refere ao filho com distanciamento, chamando-o de "esse menino" e não de filho. Além de dar informações imprecisas sobre as características de Bernardo no dia do sumiço — como a roupa —, ele não forneceu telefone para receber pistas do paradeiro.


Fonte:
 Globo.com
Jornal Zero Hora
Jornal do Brasil
Revista Veja
Folha Online
Correio Web



“Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização médico humanitária internacional, independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam. O trabalho de MSF é baseado nos princípios humanitários da ética médica e da imparcialidade. Com compromisso de levar a qualidade do cuidado médico a quem precisa, tendo como objetivo operar com eficiência e minimizar todos os gastos administrativos e de campanha.

Todos que atuam com MSF, sejam médicos, especialistas em saúde ou profissionais de outras áreas, devem sempre honrar os seguintes princípios, descritos na Carta Magna de MSF: "A organização Médicos Sem Fronteiras leva socorro às populações em perigo e às vítimas de catástrofes de origem natural ou humana e de situações de conflito, sem qualquer discriminação racial, religiosa, filosófica ou política."

"Trabalhando com neutralidade e imparcialidade, os Médicos Sem Fronteiras reivindicam, em nome da ética médica universal e do direito à assistência humanitária, a liberdade total e completa do exercício da sua atividade."

"Eles se empenham em respeitar os princípios deontológicos da sua profissão e em manter uma total independência em relação a todo poder, bem como a toda e qualquer força política, econômica ou religiosa."

"Voluntários, eles medem os riscos e perigos das missões que realizam e não reclamam qualquer compensação que não seja aquela oferecida pela organização."

Sua iniciativa é independente, e não está atrelada a poderes políticos, militares, econômicos ou religiosos, com liberdade de ação graças à independência financeira. De todo o financiamento de MSF, 89% vêm de doações de indivíduos e da iniciativa privada.  A continuidade dos projetos é garantida através de doações de pessoas que apoiam o trabalho humanitário da organização. Em 2007, foram mais de 5 milhões de euros arrecadados entre doadores individuais e fundos privados de todo o mundo.

Em nome da ética médica universal e da assistência aos direitos humanos, MSF se mantém neutra no exercício de suas funções. O socorro deve ser sempre levado aos civis, independentemente de que lado de um conflito se encontrem, afinal, o seu compromisso é o de levar cuidados médicos a quem precisa, sem distinção de raça, religião, crença e convicção política. A ajuda prestada deve ser sempre proporcional às necessidades, e os recursos devem ser destinados de acordo com a urgência da necessidade a ser suprida.” (extraído do site Médicos Sem Fronteira)

Considerando o propósito do MSF, pergunta-se se os Médicos brasileiros fariam parte de seus arraiais. Contudo, antes de responder ao questionamento, cumpra o leitor duas etapas:

Primeiro, recorrer à Folha de São Paulo do último dia 27, quarta-feira, que veiculou matéria sobre as críticas do ministro Alexandre Padilha (Saúde) em defesa dos médicos estrangeiros, vindos para trabalhar no programa federal “Mais Médicos” e que foram chamados de escravos por médicos brasileiros no Ceará, na noite do dia 26.  Segundo Padilha, a atitude de alguns profissionais - um grupo isolado - “são truculentas, incitam preconceito e a xenofobia. Um verdadeiro corredor polonês da xenofobia, atacando médicos que vieram de outros países para atender nossa população apenas nos municípios onde nenhum profissional brasileiro quis atender".

Segundo, consultar o “Juramento de Hipócrates” que é uma declaração solene, tradicionalmente feita por médicos por ocasião de sua formatura. Nesse juramento, atente-se para o parágrafos que dizem  o seguinte: “(...) Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. “(...) Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.”

Ora, não entramos no julgamento de quem quer que seja, deixando o leitor com ampla liberdade de fazê-lo. Mas, para finalizar e vendo o sofrimento declarado pelos Médicos Brasileiros nos postos e unidades de saúde do Brasil, com baixos salários e más condições de trabalho, concluímos que seja uma reação natural vaticinada pelo próprio Juramento que diz, claramente:



“Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.”




* Imagens site Médicos Sem Fronteiras
* Colaboração de Guilherme H. C. C. Dantas



Armado com duas armas, Wellington Menezes de Oliveira, 23, entrou na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio), e disparou vários tiros contra os alunos, na manhã desta quinta-feira. Dez meninas e dois meninos morreram.

A tragédia ocorreu por volta das 8h30 do dia 7 de abril, após Wellington entrar na escola onde cursou o ensino fundamental e dizer que buscaria seu histórico escolar. Depois, disse que daria uma palestra e, já em uma sala de aula, começou a atirar nos alunos.

Relatos de sobreviventes afirmam que ele mirava na direção nas meninas. Uma das alunas contou aos policiais que, ao ouvir apelos para não atirar, Oliveira mirava na direção delas, tendo como alvo a cabeça.Os policiais informaram ainda que, pelas análises preliminares, há indicações de que Oliveira treinou para executar o crime.


Durante o tiroteio, um garoto, ferido, conseguiu escapar e avisar a Polícia Militar. O policial Márcio Alexandre Alves relatou que Oliveira chegou a apontar a arma para ele quando estava na escada que dá acesso ao terceiro andar do prédio, onde alunos estavam escondidos. O policial disse ter atirado no criminoso e pedido que ele largasse a arma. Em seguida, Oliveira se matou com um tiro na cabeça.De acordo com a polícia, o atirador usou dois revólveres e tinha muita munição. Além de colete a prova de balas, usava cinturão com armamento. Em carta (leia íntegra aqui), o criminoso fala em "perdão de Deus" e diz que quer ser enterrado ao lado de sua mãe.




Fonte: folhaonline
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