segunda-feira, janeiro 28, 2019

Como Treinar o seu Dragão 3


Quando o primeiro filme da Trilogia Como Treinar Seu Dragão foi lançado, em março de 2010, lembro que não tive muito interesse. Fui ao cinema acompanhar Serginho (na época era filho único) que estava muito empolgado com os comerciais do filme na Tv. Já no Como Treinar Seu Dragão 2 a coisa foi diferente, me espantou ver que o menino herói do filme tinha uma perna amputada. Lembro que Serginho me explicou que ele era uma herói de verdade e perdeu a perna em uma batalha no primeiro filme. E o meu Superman era um herói de mentira, pois não existe gente como ele, que não se machuca nas batalhas. 


Fiquei curiosa e foi assistir o primeiro novamente, Serginho amou a ideia de comprar o filme para rever em casa. E pode constatar que esse não era um filme só para criança ver. Ele tinha lições importantes. Estava ali um menino, o pequeno Soluço,  passando uma mensagem sobre tolerância entre seres diferentes e de como a união é importante para proporcionar uma evolução social. Um garoto que sonhava orgulhar a comunidade a qual pertencia, mas, no fundo, sabia que ele não era aquilo, quando vai atrás de um dragão raro e muito temido que ele jura ter abatido ele descobre o verdadeiro sentido da amizade e cumplicidade. 


E hoje vejo que o legal é que acompanhei o crescimento dos personagens, no primeiro filme o Soluço, é garotinho de 15 anos, e no 2 ele já está jovem adulto de 20 anos, e no 3 que se passa 1 ano depois, deixando implícito que ele está com 21. Foram 6 anos na estória, mas 9 anos no mundo real. O menino de ontem, que nos mostrava que não existem diferenças em amizade e nos deixa agora o aprendizado que às vezes, pode existir a necessidade de soltar de antigas amarras para chegar a um novo horizonte, por mais que seja desafiador e inusitado.

O filme conta como Soluço tem que se tornar o líder de Perk, e ainda confrontar alguém aficionado por querer caçar seu melhor amigo, algo que o leva a uma grande aventura, que mostra um mundo além dos outros filmes. O filme mostra que a amizade vai caminhar junto com o romance, e que isso pode mostrar um certo rompimento, ou um entendimento ainda maior do que é uma amizade. Também mostra a fraqueza do herói de não saber lidar com isso e com a pressão de tomar as decisões certas, indo além do heroísmo mostrado nos outros filmes.
O lado cômico nunca é deixado de lado, mesmo no meio do drama.  Algumas piadas são bem encaixadas para não deixar o tom dramático ser exagerado. Com o avanço do filme, um novo mundo é apresentado, mostrando que além de tudo há a possibilidade da amizade, - tão valorizada na série - pode ser rompida.
Nos atos finais, a aventura se volta para o vilão, que se mostra bem menos perigoso que inicialmente, numa sequência, até simples, tudo parece voltar aos eixos, com uma grande lição de vida sobre amizade, que está além da proximidade física ou temporal, sendo algo para sempre, indo além até das gerações. 





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