Então é Natal...


Não, não vou falar sobre aquela música que, por sinal é muito bela na versão do John Lennon (Happy Xmas - 1971), mas cantada pela Simone (1985), música difícil de verter para o português. Perdeu muito do sentido original, e ainda é trilha sonora de todas as lojas nessa época, e faz a gente não querer saber que existe Natal. Vamos falar de Papai Noel.

Quando era criança acreditava que a época mais mágica do ano era o Natal. Na minha cabeça nesse período, éramos 'consumidos' por uma energia positiva que deixava tudo mais bonito, mais leve, mais emocionante, o tal do o espírito natalino.E ainda tinha todas aquelas luzes decorando as casas e ruas na cidade, que naturalmente nos deixa mais sensibilizados e amorosos. Dezembro é o mês dele, do bom velhinho, aquele que na noite do dia 24 traz presente para a criança que se comportou e respeitou os pais do durante o ano. Alguns especialistas – psicólogos e pedagogos – criticam essa crença. Diz que estimula a mentira, pois a criança descobre que os pais o enganaram e podem até ficar frustrada.

Lembro que fiquei triste, aos oito anos, quando minha irmã de 10 anos revelou-me que o 'Bom Velhinho” não existia, que era só personagens de filmes, pois minha mãe já tinha comprado os presentes e levou-me ate o guarda-roupa e mostrou-me. Não fiquei frustrada ao saber da mentira. Fiquei triste por minha irmã ter estragado a minha imaginação.

Dizem que a lenda do Papai Noel existiu de fato por volta dos anos 300 a.C. e atendia pelo nome de Nicolas. Era um homem bom que distribuía saquinhos de ouro pelas chaminés em um lugar chamado Myra, na Turquia e depois santo, mais conhecido como Santa Claus. Entretanto, alguns céticos, são enfáticos ao dizer que a figura do bom velhinho de roupa vermelha e barba branca não passa de uma estratégia de marketing. Seja lá como for, muita gente acredita em Papai Noel, especialmente as crianças.


Meus filhos acreditam não somente em Papai Noel, mas na Fada do Dente, no Coelhinho da Páscoa, no Saci Pererê, no Boto Rosa e por quem a imaginação de uma criança mandar. Ora bolas, se tem adulto que acredita em Hobin Hood, porque uma criança não pode acreditar em Papai Noel? Um velhinho que escuta, mas também cobra. Enxergo que o Papai Noel representa que o respeito está acima de tudo, que para ganhar alguma coisa você tem que merecê-la.

E digo mais: é prazeroso ser mãe de crianças que acreditam em Papai Noel, lidar com os questionamentos - Como o Papai Noel consegue carregar tantos presentes? Como o Papai Noel entra em casa se não tem chaminé? Existe mais de um Papai Noel? Papai Noel usa aquela roupa todos os dias? A barba do Papai Noel é dele? - Não alimento as criticas de que incentivo o consumismo ou sou cúmplice de uma mentira, acredito que dou liberdade para meus filhos imaginarem e sonharem com algo, pois depois que nos tornamos adultos, além de perceber que o Natal representa o nascimento de Jesus Cristo. Nos mostra que ao contrário das crianças que tem que ser bom durante o ano todo pra ser recompensado por Papai Noel. O adulto, pelo contrário, trata o próximo com falsidade durante o mesmo período, e na noite da véspera do Natal, age como se nada tivesse acontecido.

Então, que todos voltemos a ser criança e acreditar na magia do Natal.


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