sexta-feira, novembro 09, 2012

Ensinando aos filhos poupar


Confesso para vocês, sou economista mais não sei lidar com assunto poupar. Procuro tentar explicar para Serginho que é legal a gente não comprar aquele brinquedo só por comprar, mas guardar o dinheiro e esperar, para comprar outro legal.


Lembro que quando criança tinha um cofrinho. A expectativa de vê-lo cheio, a vontade de contar quanto dinheiro tinha lá e, finalmente, trocar aquelas moedas por um brinquedo é uma experiência deliciosa. 

 No inicio tive um certo medo de dar um cofrinho a Serginho, acho moedas e criança uma combinação perigosa,poi elas podem acabar na boca, no nariz e até no ouvido do seu filho e as chances de engasgo e sufocação são grandes. Mas hoje, estou tentando ensinar-lhe a poupar, a valorizar cada moeda que ele recebe. Mostrando que se ele quiser abrir o cofrinho antes dele ficar pesadinho, vai ter pouca moedas, então pouco dinheiro. Só depende da paciência dele, em esperar a hora certa.

Uma boa dica de leitura é o livro “Filhos Inteligentes Enriquecem Sozinhos”, de Gustavo Cerbasi. NO livro ele explica por quê “O cofrinho significa para a criança a primeira oportunidade na vida de sonhar com a realização de conquistas financeiras e de colher frutos da disciplina cultivada durante alguns meses.” Se o aprendizado for levado para a vida adulta, pode-se vislumbrar boas possibilidades de saúde financeira.




No site revista Istoé Dinheiro, encontrei essas dicas, e espero que me ajudem nessa jornada, que é ensinar os filhos a pouparem:

1 - Criança precisa de exemplos práticos para começar a entender o valor das coisas. Se a família pretende viajar nas férias, esse pode ser um bom começo para pedir ao seu filho que participe das economias da casa para esse objetivo;
2 - Não esconda as dificuldades financeiras nem sustente um padrão de vida irreal. A criança pode se tornar um adulto que faz qualquer coisa para aparentar um poder aquisitivo que não tem;
3 - Dê mesadas com regularidade. O mais importante não é o valor, mas a regularidade dos “pagamentos”. Cumpra o que for combinado;
4 - Não impeça seu filho de gastar o dinheiro que é dele. Haverá erros e acertos, mas parte do processo de aprender a economizar o dinheiro é saber como gastá-lo. Isso inclui fazer escolhas e, eventualmente, arrepender-se;
5 - Mantenha o planejamento. Evite dar às crianças mais do que o valor da própria mesada regular. Todos devem se acostumar, desde cedo, a viver dentro do seu padrão de renda e a fazer seu orçamento pessoal;
6 - Tarefa doméstica não deve ser remunerada. Fazer isso diminui a autoridade dos pais. A criança deve ajudar em casa porque faz parte da família;
7 - Boas notas escolares não devem ser motivo de pagamento. Pagar por boas notas na escola é mostrar à criança que o importante é o resultado, e não o aprendizado;
8 - Cartão de crédito é coisa de adulto. O cartão ensina somente a gastar e nunca a economizar, que é um conceito fundamental;
9 - Ensine o valor do dinheiro. Esclareça a diferença entre querer e precisar de alguma coisa. Estimule seus filhos a comparar preços e evite comprar aquilo que elas considerarem caro, mesmo que você possa fazê-lo.


Sei que vai ser uma tarefa difícil, afinal vivemos numa sociedade movida pelo consumo, é só olhar os comerciais na tv.
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