“Os livros da minha vida”


7ª Blogagem Coletiva: “Os livros da minha vida”

Antes de SER MÃE considerava, até então, como momento mágico, o dia que me dei conta que sabia ler. Transbordei de felicidade ao devorar com os olhos e entender o que estava escrito no livro do Ziraldo (Menino Maluquinho). E como é bom ler …

1 – Menino Maluquinho (Ziraldo) 

“Era uma vez um menino maluquinho, ele tinha o olho maior que a barriga, tinha fogo no rabo, tinha o vento nos pés”

2 – História do Mundo para as Crianças (Monteiro Lobato)

O livro conta a história do mundo, de uma forma leve. Dona Benta faz um apanhado da evolução humana, onde conta sobre a invenção do avião, dos deuses gregos etc.. Para se ter uma idéia, o livro inicia descrevendo como o mundo começou e termina falando na cidade japonesa de Hiroshima. Li esse livro quando tinha 10 anos – e todos da coleção Sitio do Pica-pau Amarelo. As vezes me perguntavam porque entendia os assuntos da disciplina Historia ,na escola, e respondia que era porque tinha lido esse livro.
 3 – Pollyanna (Elenor H. Porter)

Li esse livro da 5ª Série (11 anos) e fiquei fascinada pela historia dessa menina. Órfã de pai missionário, vai morar com a tia rígida e mal humorada em outra cidade, onde cativa a todos da comunidade com o seu “jogo do contente”, que havia aprendido com seu pai no dia que esperava ganhar uma boneca e ganhou um par de moletas. Seu Pai lhe explicou que não existia nada que não pudesse ter dentro de qualquer coisa, capaz de não nos fazer contente, e ela então ficou contente por não precisar ter que usar as moletas. Resumindo: Pollyana é uma menina encantadora que sempre vê o lado bom das pessoas e da vida. Ela não aceita desculpas para infelicidade e faz de tudo para ensinar as pessoas o caminho para superar a tristeza. 

Obs.: A Walt Disney lançou o filme Pollyanna (tenho em casa), e é super fiel ao livro, foram poucas as modificações. 

4 – Meninos Sem Pátria (Luiz Puntel)

Esse livro marcou, porque entendi um pouco sobre o que passou as vitimas da Ditadura Militar. Li na época das eleições do Collor, aquela euforia de elegerem, após muitos anos, um presidente civil - ainda não votava naquela época, só tinha 12 anos. O livro fala de Marcão, filho de jornalista perseguido por questões políticas. Eles têm que sair do Brasil e vão morar no Chile, e, posteriormente, devido ao Golpe Militar Chileno, se mudam para França. Na Europa Marcão faz amigos, seu pai arruma emprego, mas eles sabem que tudo é provisório e um dia eles poderão regressar ao Brasil.  
5- E o Vento levou (Margaret Mitchell)

É o livro mesmo, muitos devem estar lembrando-se do filme. Lembro que não conseguia assistir o filme, pois dormia antes da metade. Um dia eu e minha irmã, na biblioteca pública de Lagarto (sim, Lagarto tinha uma), encontramos esse tesouro. Apesar de volumoso (mais de 900 paginas) a leitura é de fácil compreensão, retrato fiel da Guerra Civil Norte Americana (sul escravista e norte libertário), sem falar do romance entre Scarllet e Butler.


6 – Senhora (José de Alencar)

Na minha adolescência, marcou a personagem “Aurélia”, de José de Alencar. Como eu queria ser forte como ela. Ser desprezada pelo amado (trocada por 100 contos de reis de dote), dar a volta por cima e ainda humilhá-lo. Ah, não se fazem mais heroínas como antigamente. José de Alencar mostra, nesse livro, a hipocrisia da sociedade fluminense durante o segundo império.
  7 – O Capital (Karl Marx)

Como economista não podia faltar no meu “acervo” mental - há ha ha ha ha- Mas não pensem que tenho boas lembranças desse livro depois de adotado por quatro disciplinas em um único período da faculdade. Na verdade é um conjunto com quatro livros ou volumes, Karl Marx, nessa obra critica o capitalismo, com seus conceitos econômicos complexos (como a mais valia, capital constante, capital variável), faz uma analise sobre o salário e a acumulação primitiva. Enfim fala sobre o modo de produção capitalista.
Depois de passar quatro meses dormindo, acordando, almoçando e jantado com o “CAPITAL”, só poderia amar ou odiar o pensamento Marxista. Pois bem eu odiei.

8 – Código da Vinci (Dan Brown)

Por que esse livro marcou? Consegui lê-lo em 1 hora! Isso mesmo, 60 minutos! Como prendeu minha concentração aquela leitura. Sou católica, e em momento algum achei que não fosse ficção o enredo da obra que fala de um assassinato dentro do Museu de Louvre, em Paris. Traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. 

9 – A vida do Bebê (Rinaldo de Lamare)

Esse tem sido meu melhor amigo, na minha jornada de mãe. O livro apresenta informações básica sobre a puericultura, que trata sobre os cuidados dos bebês de zero a dois anos, como também da patologia, onde as mamães encontram explicações sobre varias doenças. E o legal é que o autor não somente aponta os diagnósticos, ele também traz informações sobre o tratamento a ser ministrado. Sem falar das informações sobre o calendário de vacinação. 
10 – O Mundo de Sofia (Jostei Gaarden)

Mas um livro que me trouxe conhecimento. Sofia Amudsen, personagem central desse livro, é uma jovem estudante que vê a sua vida mudar completamente por conta de cartas anônimas com as mais diversas questões existenciais: Quem é você? De onde você vem? Como começou o mundo? Ao escrever de forma nada erudita, com narrativas em estilo romancista, o autor nos conduz ao fantástico mundo da história da filosofia.
Bíblia Sagrada

Não poderia faltar esse na minha lista. Livro de leitura complexa e de difícil interpretação, realmente precisa de tempo, dedicação e de um estudo para compreendê-la. Mas a parte dos Salmos e Provérbios, vale como leitura diária. Tenho vários exemplares, esse é o ultimo que ganhei de uma amiga. Possui letras maiores e vem dentro de um estojo.

Obs. exceto a obra "E o vento levou", possuo todos os livros citados em minha casa.


Cantinho da Li Copyright © 2009