Quinta Festiva - Festa Junina de Serginho

Ontem foi dia da festinha junina na Serginho.


Nunca pensei em ver Serginho ansioso para fazer algo, como foi ontem. Estava todo preocupado com o que ia  comer, porque segundo ele, tem comida que deixa a gente cansado, e ele não queria ficar cansado ontem.
Se eu já tinha dado remédio ao papai (Sergio estava doente, dengue para variar), porque o papai não podia faltar
A preocupação dele para tudo dar certo, foi porque, ontem ele dançou com a namoradinha dele: Maria Luíza. rsrs.

Vocês podem não acreditar, mas deste o ano passado que Serginho me diz que ela é a namoradinha dele. O ano passado ele dançou com a priminha Júlia. Mas esse ano ele pediu a tia para dançar com ela. rsrsrs
Foi tudo lindo, me emocionei quando chegamos na salinha dele e ele encontrou Maria Luiza e disse: "Você tá linda". Confesso que do jeito que Serginho é carinhoso, já tenho ciumes das futuras namoradas deles.


A festa foi em comemoração ao Centenário de Luiz Gonzaga. O convite ficou lindo: 



Achei interessante a escola escolher esse tema, sobre o Mestre Luiz Gonzaga, uma figura impar tão importante para nós nordestino e para Musica Popular Brasileira. Ele foi responsável pela divulgação de ritmos como xaxado, baião e xote. Cantando sempre com o acompanhamento de sua sanfona, uma zabumba e o triangulo (formação do Famoso Trio Pé de Serra), levou a alegria das festas juninas nordestinas para o resto do país. O velho Lula, como também era chamado, tinha a proeza de cantar em ritmo de forro a pobreza, as tristezas e as injustiças da terra Nordestina. 

Luiz Gonzaga morreu em 2 de agosto de 1989, aos 76 anos.


Asa Branca

Composição: Luiz Gonzaga/ Humberto Teixeira

Quando oiei a terra ardendo,
Qual fogueira de São João,
Eu perguntei a Deus do céu, uai,
Por que tamanha judiação....

Que braseiro, que fornáia,
Nem um pé de prantação,
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão...

Inté mesmo a asa branca
Bateu assas do sertão
Entonce eu disse, adeus, Rosinha
Guarda contigo meu coração...

Hoje, longe muitas léguas,
Numa triste solidão,
Espero a chuva cair de novo
Pra eu vortá pro meu sertão...

Quando o verde dos teus óios...
Se espaiá na prantação...
Eu te asseguro, num chore não, viu...
Que eu vortarei, viu, meu coração...

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